Calculadora de Risco Cardiovascular
Escore de Risco Cardiovascular de Framingham · Wilson PWF et al. Circulation 1998 | NCEP ATP III, JAMA 2001
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CIDs Relacionados
O que é a Calculadora de Escore de Risco Cardiovascular de Framingham?
O Escore de Risco de Framingham estima a probabilidade de um indivíduo sofrer um evento cardiovascular (infarto do miocárdio ou morte coronariana) nos próximos 10 anos. Foi desenvolvido a partir do Framingham Heart Study, um dos maiores estudos epidemiológicos da história, iniciado em 1948 em Framingham, Massachusetts, EUA. A versão utilizada aqui é baseada nas tabelas ATP III (NCEP, 2001), amplamente adotadas nas diretrizes brasileiras.
Como é calculado — Fórmula
O escore atribui pontos a cada fator de risco (idade, colesterol total, HDL, pressão arterial sistólica, tabagismo e diabetes) e converte o total de pontos em uma porcentagem de risco em 10 anos. Pontuações diferentes existem para homens e mulheres, pois o perfil de risco cardiovascular difere entre sexos.
Referência: Wilson PWF et al. Circulation 1998 | NCEP ATP III, JAMA 2001
Por que é importante?
O escore de Framingham é usado em diretrizes brasileiras (SBC, SBH) e internacionais para estratificar pacientes e guiar decisões terapêuticas: quando iniciar estatinas, quando intensificar o controle da pressão arterial, e quais metas de LDL adotar. Risco alto (≥20%) justifica metas mais agressivas de LDL (<70 mg/dL) e uso de aspirina preventiva.
Limitações
Desenvolvido em população americana de origem europeia; pode subestimar risco em populações brasileiras de origem africana. Não inclui triglicerídeos, PCR, história familiar ou fibrilação atrial. Ferramentas mais recentes como o Pooled Cohort Equations (ACC/AHA 2013) e o SCORE europeu têm calibragem diferente. Use sempre em conjunto com avaliação clínica.
Perguntas Frequentes
Risco alto no Framingham significa que vou ter um infarto?
Não. O escore estima probabilidade, não certeza. Risco de 20% significa que, em um grupo de 100 pessoas com perfil similar, aproximadamente 20 teriam um evento em 10 anos — 80 não teriam.
O que fazer com risco cardiovascular alto?
Consultar cardiologista. Estratégias incluem: controle intensivo da pressão arterial (meta <130/80 mmHg), estatina de alta intensidade (meta LDL <70 mg/dL), cessação do tabagismo, controle glicêmico, atividade física e dieta.
Qual o CID do infarto do miocárdio?
I21 — Infarto agudo do miocárdio. Para doença coronariana crônica, usa-se I25 — Doença isquêmica crônica do coração.
Referências
- • Wilson PWF et al. Prediction of coronary heart disease using risk factor categories. Circulation. 1998;97(18):1837-1847.
- • NCEP Expert Panel. Third Report (ATP III). JAMA. 2001;285(19):2486-2497.
- • Sociedade Brasileira de Cardiologia. Diretrizes Brasileiras de Dislipidemias, 2017.
Aviso: Esta calculadora é para fins informativos e educacionais. Não substitui avaliação clínica por profissional de saúde habilitado. Leia o aviso legal.
Fontes e Referências Oficiais
Dados baseados na CID-10 oficial (OMS/DATASUS). Sobre este site e metodologia editorial